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CRONOLOGIA

 

 

 

Afonso de Albuquerque, de Goa, ordenou a Diogo Lopes se Sequeira para partir para Malaca, onde chega a 11 de Setembro de 1500. Lopes de Sequeira deparou com dificuldades. Os malaios desejam liquidar os navegantes lusos e roubarem os navios com a fazenda. A traição foi abortada e desvendade na altura que o filho do Sultão de Malaca, de punhal em punho, preparava-se para liquidar Lopes Sequeira quando este jogava uma partida de xadrês a bordo da nau sob o seu comando. Mandou levantar as velas e ruma para o mar alto. Os marinheiros que estavam em terra não tiveram a mesma sorte; alguns foram mortos e 19 encarcerados, entre eles Rui de Araújo, que dois anos depois viria a ser o primeiro feitor de Malaca. Afonso de Albuquerque tem conhecimento do relato, de Diogo Sequeira, sobre o desaire da primeira tentavia e é ele, próprio, a querer comandar a conquista.

Albuquerque está em frente de Malaca no dia 1 de Julho de 1511. A 20 de Agosto de 1512, numa carta que escreveu ao Rei Dom Manuel I, de Cochim, dá-lhe conta do feito.

Malaca é terra de Portugal. O sonho de Albuquerque está concretizado e necessita para que a praça não fique à mercê de ataques, remodelar o sistema obsoleto de defesa que possuia da administração dos sultões. Planeou a construção da fortaleza de S.Tiago, cognominada, mais tarde, por " Famosa" dada a sua beleza arquitectónica. Dentro foi construída a igreja da Anunciação a Nossa Senhora. Ordenou a cunhagem de moeda, como já o era em Goas e mais tarde no Ceilão.

O conquistador e diplomata Albuquerque é um anfitrião de mérito e ainda em Malaca, recebe príncipes e especialmente uma Missão Diplomática de grande mérito do Reino do Sião (Tailândia de hoje).

A Missão siamesa dá mostras de satisfação de Malaca estar sob o controlo dos portugueses. Os diplomatas siameses de volta à capital do reino, levam com eles António de Miranda de Azevedo e Duarte Coelho e, acolhidos, em Ayuthaya com todas as honras, pelo Rei Rama Tibodi II.

O Sultão de Malaca era tributário do Rei do Sião. Todos os anos teria de lhe mandar pagar a tença a Ayuthaya. Assim era feito por outros monarcas que governavam pequenas terras ao sul do reino onde se incluiam: Mergui, Tenassarim, Patani e ainda outras que perfaziam 11 pequenos reinos.

Os sultões de Malaca, professantes da religião muculmana, introduzida em Malaca e territórios malaios pelos mercadores árabes que já antes da organização da crença, por Maomet, ali permutavam.

Os Reis do Sião sempre (até hoje), professaram a religião budista de princípios moderados e contra a violência, não pretendem entrar em conflitos com os sultões de Malaca.

Diogo Lopes Cerqueira quando de Goa foi enviado a Malaca por Albuquerque, em 1509, as naus sob o seu comando largaram as âncoras na baía de Mergui e manda seguir,navegando pelo rio em canoa até à ilha de Tenassarim, António Miranda de Azevedo e Manuel Fragoso que dali, montados em elefantes, antingiram o Golfo do Sião e já muito próximos da embocadura do rio Chao Pryá, que os leva a Ayuthya e apresentados ao Rei Rama Tibodi II.

Miranda de Azevedo, nesta visita de carácter não oficial, teria dado conta ao rei siamês das intenções de Albuquerque conquistar a praça de Malaca. É de crer que lhe solicitaria apoio que certamente não lhe é negado, dado ao insubordinado sultão e seus antecessores se terem recusado a pagar as tenças anuais.

 

A GRANDEZA DE MALACA



Portugal após 1500 é na Europa uma monarquia respeitada. O comércio do Oriente é de El-Rei de Portugal na sua totalidade. Afonso de Albuquerque, depois de ter conseguido o poderio naval e militar nos mares e terras da Ásia, usa a politica de integração de raças. Mulheres de Portugal, as orfãos de El-Rei, pouco depois da posse de Goa, começam a embarcar nas naus, para casarem com nobres naturais da India e algumas chegaram a Malaca e celebrados casamentos com homens malaios e, surge, então, a Comunidade lusa-descendentes que ainda hoje existe.

A abastança de tamanha riqueza oriental cria a opulência na nobreza, no clero que apoiada pela Corte, entregam-se ao viver debaixo dos títulos honoríficos, cujos estes, muitas das vezes, são adquiridos por dinheiro.

Essa nobreza prolifera em Portugal e muita em Goa, à sombra dos descobrimentos que com ligações estreitas com os homens de armas e o clero se entregam a viver "numa feira de vaidades" nas terras de El-Rei, na Índia. Foi corrente as frase: "se conheces Goa escusas de visitar Lisba".

Portugal perdeu Malaca a favor dos holandeses em 1641. Os 60 anos que se sujeitou à monarquia dos Filipes de Espanha, provoca feridas profundas ao Império português no Oriente. Chagas que nunca puderam ser curadas porque, até os papas embora silenciosamente, se recusavam a ordenar bispos do Padroado Português do Oriente e com isto, a decadência do poderio português nessas terras.

Os holandeses quando desalojaram os portugueses de Malaca (que não foi fácilmente), não têm interesses no comércio do empório.
Mas apenas usarem a peninsula como base naval para patrulharem o estreito de Malaca e protegerem os seus interesses na Batávia (Jacarta). Construiram umas poucas residência que serviam de residências e de apoio logistico.

 
 
 
 

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