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O uruguai português
Foram os lusitanos que criaram esta cidade. Ela parece
muito com nossa Paraty. Mas tem preços mais acessíveis

Todo mundo sabe que ir a Buenos Aires se tornou ótimo negócio. Desde que a Argentina mergulhou no período mais agudo de sua crise econômica - e lá se vão mais de três anos -, visitar sua capital ficou bem mais barato. Com preços tão atraentes, há quem se tenha habituado a, de tempos em tempos, dar uma escapadinha até lá. Tango, carne na brasa, boas compras... La Boca, La Recoleta, Puerto Madero... A gente sempre encontra bons motivos para ir a Buenos Aires. Pois aqui vai mais um: Colônia do Sacramento.
Você já ouviu falar desse lugar? Pois saiba que se trata de uma encantadora cidadezinha colonial à margem do Rio da Prata. Não fica na Argentina. Fica no Uruguai, na outra margem do rio. Mas, não se inquiete: Colônia está a somente 50 quilômetros de Buenos Aires. De tão próxima, virou programa de fim de semana dos portenhos. Pouco a pouco, também vai sendo descoberta pelos brasileiros. É bem verdade que a maioria dos visitantes passa apenas um dia em Colônia. Zarpa-se de ferry pela manhã, chega-se à cidade para o almoço e se retorna a Buenos Aires ainda antes do anoitecer. Mas quem embarca nesse esquema de day-trip acaba sempre se lamentando na hora de ir embora. Acredite: Colônia do Sacramento merece mais que somente um dia de visita. Seu Centro Histórico, declarado Patrimônio da Humanidade, guarda segredos deliciosos. Melhor: os preços são muito acessíveis. Se tempo não for seu problema, reserve dois ou três dias.

Quem já esteve em Paraty, no Rio de Janeiro, notará as semelhanças. Em Colônia, as ruas também têm calçamento de pedra (mulheres, esqueçam o salto alto!). Além disso, as casas e os casarões seguem, da mesma maneira, o mais genuíno estilo de arquitetura colonial lusitana. É bonito ver as antigas luminárias lançando romântica luz amarela sobre as vielas estreitas quando cai a noite. O leitor mais atento deve estar achando que existe algo de errado na descrição. Afinal, Colônia do Sacramento não fica no Uruguai, uma país de colonização espanhola? Quanto a Paraty, não foi ela obra de colonizadores portugueses? Essas perguntas levam você até a história muito peculiar de Colônia.

Embora esteja à beira do Rio da Prata - um lugar estratégico para os interesses da Coroa Espanhola nos tempos de conquista da América -, Colônia foi fundada por portugueses. Seu fundador, aliás, não foi qualquer português, embora também se chamasse Manoel. À época, 1680, Manoel Lobo era governador do Rio de Janeiro. Tinha a missão de atrapalhar a vida dos espanhóis, que até então dominavam a lucrativa economia da região sem ser incomodados. Ao criar um "entreposto" de bens contrabandeados em frente a Buenos Aires, Lobo atingiu em cheio seu objetivo. Os espanhóis ficaram tão preocupados com a ousadia portuguesa que resolveram fundar outra cidade nas proximidades. Por causa de Colônia, nasceu Montevidéu - hoje a capital do Uruguai. Outro bom motivo para passar mais que um único dia em Colônia do Sacramento é seu pôr-do-sol. Sim, durante o entardecer a cidade fica ainda mais bonita. O Sol tinge ruas e casas de vermelho e amarelo - uma maravilha. Visitantes e moradores se misturam na calçada que margeia o Rio da Prata para ver o astro-rei morrer bem no meio do mar. Casais se abraçam, amigos abrem mais uma cerveja. Algumas pessoas apenas assistem, outras rabiscam um pedaço de papel (um poema, talvez?). O calçadão fica lotado. Ainda assim, você experimenta uma sensação de paz e tranqüilidade, como em cada canto de Colônia.
Um bom ponto de partida para sua expedição pela cidade é a Puerta de la Ciudadela, também chamada de Puerta del Campo. Dizem os historiadores que, na época dos portugueses, atravessar esse portal era a única forma de entrar em Colônia. Construído em 1745, com direito a fosso e ponte elevadiça, ele foi todo restaurado. Agora é a atração principal no único trecho preservado da muralha que um dia protegeu Colônia do Sacramento dos invasores.

A rua do antigo bordel, famosa
Da Puerta de la Ciudadela, siga até o farol, em atividade desde 1857. É fácil localizá-lo. Basta olhar para cima. O farol garante as melhores vistas da cidade. Ele foi erguido sobre as ruínas do Convento de São Francisco, uma das primeiras construções de Colônia. Entre o portal e o farol, você passará pela Plaza Mayor (o lugar dos seus sonhos para um bom piquenique) e também pela fotogênica Calle de los Suspiros. Essa rua, a mais famosa da cidade, conserva intactas muitas casas típicas da metade do século 18. Diz a lenda que havia aqui um concorrido bordel. Conta-se, também, que as moças nas janelas arrancavam suspiros dos homens que passavam.
Na continuação desse périplo, procure a Plaza de Armas, bem ao lado da Igreja Matriz. Com bancos de madeira e sombras para lá de convidativas em um dia de sol forte, a praça foi construída sobre as fundações de uma antiga - e com certeza - casa portuguesa. A matriz, erguida em 1680, é a mais antiga igreja ainda de pé em todo o Uruguai. Não deixe de visitar também o Bastião do Carmen, uma antiga fortificação que foi parte da muralha que contornava a cidade. O lugar, que já abrigou até uma fábrica de sabonetes, hoje é um misto de teatro e centro cultural.
Apesar de compacto, o Centro Histórico conta com nada menos que seis museus. Se quiser gastar um dia inteiro com eles em sua visita a essa preciosidade uruguaia, vá em frente. O acervo de pelo menos dois deles - o Museu Português e o Museu Espanhol - compensa. Mas tenha absoluta certeza: o que vale mesmo a pena em Colônia é simplesmente sair andando pelas ruas, sem horário nem agenda - e com toda a segurança. Você pode até escolher entre a salutar caminhada ou o aluguel de uma motoneta. Nas locadoras da cidade há também bicicletas e carrinhos de golfe, mas as motocas são a opção mais divertida. À noite, um jantar à luz de velas, com os bons vinhos da região - prefira os tintos feitos com a uva Tanat -, é programa quase irresistível. Aproveite para comemorar. Você acaba de desvendar um dos segredos mais bem guardados do Uruguai.

 

 

 

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