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Castelo de S. jorge

que cidade tam fortee , por ventura

Avera que resista, se lisboa

Não pole resistir aa for;a dura

Da gente, cuja fama tanto voa

 

   
 

assim sublinha Camões dois espantos - a fortaleza de Lisboa e a braveza dos guerreiros portugueses que a venceram. Bem defendida estava de muralhas ,e homens de armas, e capitães experientes, não ainda alargarda por sete colinas, mas na mais áspera, à beira-rio. Devia prosperidade e razao de ser ao porto magnífico, o mais importante da iberia mas de inviável protecção eficaz naqueles tempos. Robustecidas por numerosas torres. cubelos a três couraças, as muralhas medievais partiam da fortaleza, no vértice noroeste do monte alargavam-se a leste e seguiam em duas linhas encurvadas e sensivelmente paralelas envolvendo a cidadela que ocupava toda a zona elevada. Afastavam-se mais os extensos lados da cerca a partir de aí, ao descer as acentuadas encostas, em linhas quebradas a tomando os maiores declives, até ao amplo limite sul sobre o areal ribeirinho, já de nível desde o actual largo do Terreiro do Trigo, pelo Campo das Cebolas, até quase ao encontno da Rua dos Bacalhoeiros com a da Madalena, segundo o traçado conjectural do Cristóvão, Aires. A cidadela compreendia o chamado Castelo dos mouros com a ampla Praça Nova a seu lado, a alcáçova real e a do alcaide-mor, a Capela de S. Miguel,o nucleo o do povoado. O Passeio, zona de servidào, contorna as muralhas norte e ocidental; três cubelos semicilíndricos apoíam a muralha sul - um na antiga praça de arenas, dois sobre o Chão da Feira protegendo a Porta de S. Jorge - e seis torres erguem-se do ângulo sudeste à cortina norte, duas delas inseridas a ocultas no Palácio Belmonte, a ultima junto à Porta do Moniz uma das sete da cidadela. Ultimo reduto, o Castelo dos Mouros descreve um quadrilátero irregular, algo arredondado a poente, de poderosas muralhas a reforço de 11 torres quadrangulares; a sul a de maior volume - Torte de Ulisses - guarda a porta principal da fortaleza; a porta de ligação das praças de armas interiores, acolhe-se à Torte Central; pela abrupta encosta a noroeste desce a cortina da couraça, Torre de S. Lourenço, bem abaixo do castelejo - de construção muçulmana, esta torre seria inserida na fernandina Cerca Nova. Adarves correm o circuito muralhado cujos perfis a volumes se impõem a dignificam grande parte da cidade. Voltada ao interior da cidadela, defende as frentes sul a nascente da fortaleza uma barbacã coroada de ameias e fendida por seteiras, de muros engrossados no ângulo sudeste e fosso cavado entre ela e as altas muralhas. A norte, pequenas barbacãs antecedem as Portas da Traição a do Moniz.Tanto a alca;ova como as demais depemdiências edificadas ou remodeladas em destintas épocas não possuíam uniformidade estilística, pelo menos a partir da Recomquista. Desastres de guerras, sismos, própria pouca consistência do solo de certa zona e, muito mais tarde, obras para instalações de diverso carácter, sacrificaram importantes trechos monurnentais. Referências de crónicas a outros antigos documentos a estudos arqueológicos permitem formar-se uma ideia, ainda que vaga, dos Paços Régios, construídos por D. Dinis. Parece ter sido aproveitado para ampliação da alcáçova do governador sarraceno, já reconstruída aelos nossos primeiros monarcas e tornada palácio pelo Rei Lavrador. Embora não sumptuoso e composto em diversidade de estilos, esse primeiro Paço Régio lisboeta seria «...por dentro mais cómodo que vistoso», no dizer um diplomata romano quinhentista Manuel acrescentara boa parte de tais comodidades ao encanto árabe-românico,tipico da alcáçova... mas ultimava-se opaço da Ribeira a D. Manuel abandonou castelo S. jorge, que só algum tempo depois trataria a ser morada real, embora efémera, quando o jovem D. Sebastião preferiu viver neste ambiente castrense - em 17 dias operarios realizaram as obras requeridas Mais de dois milénios assinalam factos relacionados com as fortificações de Lisboa. As grandes ofensivas romanas para submeter finalmente a Lusitânia após o assassínio de Viriato fizeram de Olisipo, 139 antes de Cristo, base de operações dos exércitos do consul Décimo junio Bruto, primeiro acontecimento documentado que sai da malha de lendas em que se encontra a história antiga da cidade. Mas só quase 80 anos depois desencadearia Júlio César as derradeiras operações militares contra os relutantes lusitanos, intitulava Felicitas Julia a bela Olisipo a dava aos moradores direitos de cidadania romana. Numerosos documentos aquitecturais atestam a cidade romanizada, acrescentados recentemente por mais cantarias encontradas em obras municipais aqui realizadas. Com as vagas germânicas que britaram o Império Rornano, conheceu Olisipo dramáticos câmbios de senhorio - de Maldras, rei suévico, a seguir o visigodo rei Eurico, mais tarde Leovigildo que a integrou plenamente na unificação visigótica. São de presumir as danificações e restauros das fortificações levantadas pelos romanos ao largo dos três séculos e meio de domínio dos bárbaros do Norte, até que nos começos do século VIII os muçulmanos impuseram a sua força.Árabes e norte-africanos, enamorados da cidade a que chamaram Lissabona e conscientes do seu valor económico-militar, edifcaram novas defesas sempre insuficientes perante o crescimento. Ainda no século VIII, a Reconquista Cristã nascida das montanhas asturianas começava a exercer

Trinta e dois anos depois da libertação. como represálìa à audaciosa incursão do infante D. Sancho a Sevilha, uma frota

pressões muito para sul do Douro.

Afonso ll das Astúrias, em espectacular incursão, atingiu a saqueou Lissabona, retirando-se em seguida. O golpe colhera de supresa os muçulrnanos, mas nos princípios do século X não devia ser tão inesperada ,a ofensiva de Ordonho III de Leão e Astúrias - a cidade foi destroçada com espantosa violência, comparável às praticadas pelos muçumanos.

Houve que reerguer a refortitïcar Lissabona. Mais tarde, perante a aproximação do alrnorávida Texufine, vindo de Marrocos com fòrmidável exército para impor uma unidade sob sua chefìa aos reinos islâmicos peninsulares, Mutavaquil, rei de Badajoz, entregou a sua provincia da Belata - Castelos de Santarém, Sintra e Lisboa - a Atonso VI de Leão e Cascela, avô de Afonso Henriques, com o objecto de melhor defender Badajoz e obter auxílio do rei cristão. Nada disso conseguiria. Textrfine ocupou Badajoz e os castelos de Belata, e mandou executar Mutavaquil. Atonso VI retomaria Lissabona em 1095, mas só a manteve em seu poder 16 anos.

D. Afonso Henriques, que já intentara apossar-se da cidade em l l40, voltaria à dura empresa sete anos depois. Conquis

tada Santarérn em Março, esperou o jovem e recém-casado rei uma oportunidade de obter auxílio - chegaria, numa frota arribada ao Douro com cerca de 13 000norte-europeus em grande parte só ,crusadosde norne; rnovia-os sede de saques e pilhagens e, embora guerreiros destemidos,comportaram-se de tal forma queD. Afonso Henriques esteve a ponto delutar contra eles. Durou quatro meses oassédio. Pouco antes tinha-se refugiado nacidade muita gente de Santarém a nobrezade Sintra e Palmela, receosa do cristão Ibne Arrique . Sobrelotada, em breve Lisboa sofriatremendas carencias envolvidas numa continuidade de acçóes valorosas, de lado , lado, como a de Martim Moniz, mortro entre portas onde certamente acorrera perseguindo surtida de rnouros. Do episodio não resultou a tomada de Lissabona. que capitularia a 24 de Outubro, por incapacidade de resisténcia.

muçulmana assaltou Lisboa. Os sarracenos não venceriam a fortaleza a retiraram-se com despojos saqueados nos arredores. Em breve voltaria forte armada andaluza e marroquina fundeando a curta distância da muralha. O assalto planeara-se para ataque frontal às fortificações, mediante invulgar engenho montado em grande galé de onde se lançaria uma ponte sobre os adarves, mas um anónimo português bastou - de noite nadou até ao navio e abriu-the rombo abaixo da linha de água. Pela madrugada, milhares de mouros assistiram atónicos ao gorgolejar final da galé com seu poderoso engenho - afundavam-se, mais as esperanças de conquista. Os mouros desistiram.

Henrique II de Castela, em 1373, veio cercar Lisboa, remate da sua invasão, convencido de não se the deparar oposição capaz. Porém, não logravam os castelhanos mais que pilhar a incendiar as zonas desprotegidas da cidade; para cá das muralhas os lisboetas não fraquejavam apesar de os nossos barcos terem sido vergonhosamente desbaratados pela esquadra inimiga. Henrique de Castela retirou-se dada a intervenção do Papa, que restabelecera a paz.

Nova invasão castelhana (1384), lançada agora pelo novo rei João, filho de Henrique II e casado com a portuguesa D. Beatriz, entrara pela Guarda a dispunha cercoa Lisboa, onde se encontrava o Mestre de Avis, eleito defensor do reino pelo povo.Entretanto, a esquadra castelhana ancorada no Tejo. João de castela acampou junto ao Mosteiro de Santos e nos altos vizinhos establecera-se o arraial do seu exercito, com unidades destacadas em posições que completavam o semicirculo até a margem do Tejo a leste da cidade e, em terra, heróica resisténcia militar e popular sustinha os ataques inimigos. Nuno Álvares, vindo do Alentejo com tropas, chegara a Palmela quando os cascelhanos levanravam o cerco, a peste grassava no seu arraial, sem atingir Lisboa.Ocastelo de S.Jorge honra Lisboa que o contempla.

LISBOA CRONOLOGIA ATÉ AO SÉC. XVIII Séc. VII - II a.C. - Formação e desenvolvimento do primeiro núcleo pré-romano. Séc. II a.C. - início da romanização. c. 60 a.C. - estabelecimento da colónia romana Felicitas Julia. Séc. V - início da ocupação sueva e visigótica. 719 - 1147 - período muçulmano. 1147 - reconquista cristã e integração no reino de Portugal. 1170 - doação de foral aos mouros forros. 1179 - primeiro foral da cidade. c. 1256 - passagem a capital do reino. 1290 - fundação da Universidade. 1294 - construção da nova muralha ribeirinha e das Tercenas. Séc. XIII - obras de consolidação e urbanização da Baixa, reorganização das paróquias e instalação de conventos no centro e nas colinas (S. Domingos, Santo Elói, S. Francisco, Espírito Santo, Trindade e Agostinhos). 1373-75 - construção da nova muralha ou Cerca Fernandina, protegendo toda a cidade entre Alfama e os Mártires, o Rossio e o Tejo. 1395 - organização das actividades comerciais através do arruamento dos mesteres. c. 1401 - urbanização da Vila Nova do Olival ao Carmo. 1425 - População: c. de 65.000 habitantes distribuídos por 23 paróquias (freguesias). 1492 - início da construção do Hospital Real de Todos os Santos. 1496 - extinção das judiarias e das mourarias. Séc. XV - organização e partida das grandes armadas no âmbito da Expansão e dos Descobrimentos; desenvolvimento de equipamentos portuários; significativo aumento da população; projecção da burguesia mercantil. 1499 - fundação do Mosteiro dos Jerónimos (Arqº Boitaca) 1500 - início das obras do Paço da Ribeira. 1509 - fundação da Igreja da Madre de Deus a Xabregas. 1513 - início do loteamento do Bairro Alto (Vila Nova de Andrade). 1515-21 - construção da Torre de Belém inserida no conjunto defensivo da barra do Tejo (Arqº Francisco de Arruda). 1531 - grande terramoto seguido de reconstrução da cidade com modernização dos principais edifícios. 1569 - a cidade tem c. de 100.000 habitantes distribuídos por 24 paróquias. 1571 - Francisco de Holanda escreve "Da Fábrica que falece à cidade de Lisboa" com críticas e propostas para uma nova imagem da cidade. 1580 - início do período filipino (união ibérica) com consequências negativas para a dinâmica económica portuguesa no contexto internacional. 1597 - grande terramoto com destruição das colinas de Santa Catarina e Chagas, dando origem à urbanização da Bica. Séc. XVI - reorganização e expansão da frente ribeirinha; instalação de conventos e colégios nas zonas extra-muros a ocidente (S. Roque, Paulistas, Esperança, Estrelinha, Inglesinhos, Albertas, Marianos, S. Bento) e a norte (Anunciada, Santa Marta, Santa Ana, Capuchos, Santo Antão o Novo, Desterro, Penha de França); urbanização do Bairro Alto até à Cotovia; expansão urbanística na parte ocidental e consolidação das aldeias ao longo do caminho para Belém. 1650 - primeira planta topográfica da cidade (Arqº J. N. Tinoco). 1650-1755 - consolidação das principais aldeias dos arredores (Mocambo/Madragoa, Restelo/Belém e Carnide/Luz); reorganização da imagem urbana tradicional através de novos edifícios (Teatro da Ópera, Chafarizes, Igrejas, Palácios) e de cenografias (arquitectura efémera); construção dos Paços Reais das Necessidades, Bemposta e Alcântara e aquisição das quintas reais de Belém; instalação de novos conventos na cidade e arredores (S. Pedro de Alcântara, Caetanos, Paulistas, Jesus, Boa Hora, Corpo Santo, Trinas, Rato, Conceição Nova, Arroios). 1652 - redefenição da área urbana através de um perímetro de fortificação. 1665 - ligação do Chiado à Baixa através da Rua Nova do Almada. 1681 - obras de alinhamento em algumas ruas para circulação de transportes. 1682 - início das obras da igreja de Santa Engrácia (Arqº João Antunes). 1713-18 - nova planta da Cidade (Engenheiro Manuel da Maia). 1713-48 - construção do Aqueduto das Águas Livres (Engenheiros Manuel da Maia e Custódio José Vieira). 1729 - população: c. de 200.000 habitantes. 1755 - a cidade com c. de 250.000 habitantes é devastada por um terramoto, maremoto e incêndio; fundação da Casa do Risco das Obras Públicas; lançamento do programa pombalino de reconstrução e publicação de legislação específica. 1756 - grande incêndio da Patriarcal; apresentação do plano da Baixa e definição do enquadramento jurídico; apresentação do plano da Baixa (Plano Geral). 1758 - definição do enquadramento jurídico do plano de reconstrução aprovado. 1764 - início das obras do Passeio Público (Arqº Reinaldo Manuel) 1770-80 - reorganização de limites administrativos e levantamento das paróquias. 1774 - inauguração do novo edifício dos Paços do Concelho (Arqº Reinaldo Manuel). 1775 - inauguração da estátua equestre de D. José (escultor Machado de Castro). 1779 - obras da Basílica da Estrela (Arqº Mateus Vicente e Reinaldo Manuel). 1780 - primeira experiência de iluminação pública a azeite. 1792 - obras do Teatro de S. Carlos (Arqº José da Costa e Silva). 1796 - fundação da Real Biblioteca Pública de Lisboa. 1801 - afixação de topónimos nas ruas. 1802 - início das obras do Palácio da Ajuda (Arquitectos F. Fabri e José da Costa e Silva). 1807 - transferência da corte para o Brasil no contexto das Invasões Francesas. 1809 - publicação do "Diário Lisbonense". 1820 - à data da introdução do liberalismo, a cidade tem c. de 210.000 habitantes. 1834 - aplicação das reformas liberais e início da adaptação dos antigos conventos a novas funções. 1835 - construção do primeiro cemitério público nos Prazeres. 1836 - instalação da iluminação a gás; fundação da Academia das Belas Artes. 1840 - obras de embelezamento do Passeio Público ao gosto romântico. 1843-45 - obras do Teatro Nacional D. Maria II (Arqº F. Lodi); instalação da Escola Politécnica. 1848 - obras de melhoramento do Rossio com colocação do pavimento calcetado. 1851 - relançamento do programa regenerador com objectivos de fomento económico e desenvolvimento urbanístico. 1852 - ampliação do perímetro urbano através da estrada de circunvalação. 1856 - inauguração do caminho de ferro de Lisboa ao Carregado. 1860 - obras de aterro e primeiras propostas para a resolução do porto. 1863 - construção do matadouro municipal (Engenheiro Pedro José Pézerat). 1864 - população: 197.000 habitantes; lançamento da ideia do Plano Geral de Melhoramentos. 1865-80 - novos Paços do Concelho (Arqº D. Parente da Silva). 1873 - início da construção de vilas e habitações operárias nas zonas industriais de Xabregas e Alcântara; conclusão do Arco da Rua Augusta. 1877 - inauguração do Mercado de Santa Clara (Engenheiro E. A. de Bettencourt). 1879 - destruição do Passeio Público com a abertura da Avenida da Liberdade; início da expansão para norte com a abertura das Avenidas Novas. 1881 - inauguração dos mercados da Av. 24 de Julho (Engenheiro Ressano Garcia) e de S. Bento (Engenheiro E. A. de Bettencourt). 1883 - o Engenheiro Miguel Pais publica "Melhoramentos de Lisboa". 1885 - inauguração do Mercado da Praça da Figueira (Engenheiro M. R. Teixeira e Eggert); inauguração do Elevador da Calçada da Glória (Engenheiro R. Mesnier) e do edifício da Penitenciária. 1885-86 - a cidade, com 230.000 habitantes, amplia o perímetro urbano a partir da integração dos antigos concelhos de Olivais e Belém. 1887 - início das obras do porto e da urbanização dos terrenos marginais. 1887-92 - edifício da estação do Rossio e Hotel Avenida Palace (Arqº José Luís Monteiro). 1888 - Plano Geral das Avenidas Novas e dos Bairros de Campo de Ourique e Estefânia (Engenheiro Ressano Garcia); primeira rede de iluminação eléctrica; construção do Mercado Geral de Gados (Arqº D. Parente da Silva, alterações do Arqº M. Faria e Maia). 1890 - a cidade, com 301.000 habitantes, inaugura o caminho de ferro da cintura urbana (Alcântara e Braço de Prata). 1892 - inauguração da Praça de Touros do Campo Pequeno (Arqº J. Dias da Silva). 1897 - inauguração do elevador Município/Biblioteca (Engenheiro R. Mesnier). 1898 - construção do viaduto do Andaluz. 1901 - aparecimento dos primeiros eléctricos. 1902 - lançamento do Prémio Valmor; inauguração do elevador de Santa Justa (Engenheiro R. Mesnier). 1904 - aprovação do Plano Geral de Melhoramentos. 1905 - inauguração do mercado de Alcântara (Engenheiro J.A. Soares). 1906 - inauguração da carreira de eléctricos da Baixa ao Campo Grande; inauguração da Escola Médica de Lisboa (Arqº J.M. Neponuceno e Leonel Garcia). 1907 - aparecimento dos primeiros automóveis de aluguer; projecto do Liceu Camões (Arqº V. Terra). 1908 - projecto da Maternidade Alfredo da Costa (Arqº V. Terra). 1910 - proclamação da República no edifício dos Paços do Concelho; população: 436.000 habitantes. 1920 - população: 484.664 habitantes. 1924 - projecto do cinema Tivoli (Arqº Raúl Lino). 1925 - projecto do cinema Capitólio (Arqº Cristino da Silva); construção do edifício dos Telefones (construtor R. Touzet). 1927 - projecto do Instituto Superior Técnico (Arqº Pardal Monteiro). 1928 - construção da estação do Cais do Sodré (Arqº Pardal Monteiro). 1930 - população: 591.939 habitantes. 1930-37 - projectos do cinema Éden (Arqº Cassiano Branco). 1931 - inauguração da estação Sul-Sueste (Arqº Cotinelli Telmo). 1933 - início do período do Estado Novo. 1934-36 - construção da Casa da Moeda (Arqº Jorge Segurado). 1934-38 - construção da Igreja de Nossa Senhora de Fátima (Arqº Pardal Monteiro). 1936 - projecto do Hotel Vitória (Arqº Cassiano Branco). 1938 - projecto da Praça do Areeiro (Arqº Cristino da Silva). 1938-48 - Duarte Pacheco é Presidente da Câmara e Ministro das Obras Públicas; organização do plano de urbanização por De Gröer; expropriação de grande parte do território do Concelho. 1940 - população: 694.389 habitantes; realização da Exposição do Mundo Português, a principal obra de imagem do regime do Estado Novo. 1940-45 - planos de urbanização de Alvalade e do Restelo (Arqº Faria da Costa). 1942 - terminada a 1ª fase de obras do Parque Florestal de Monsanto (Arqº Keil do Amaral). 1945 - novo projecto do Parque Eduardo VII (Arqº Keil do Amaral). 1950 - população: 783.226 habitantes; reorganização da rede de transportes urbanos; construção do Bairro das Estacas (Arquitectos Formozinho Sanchez e Rui Atouguia). 1955-60 - Planos de Olivais Norte e Sul. 1956 - construção do Bloco das Águas Livres (Arquitectos Nuno Teotónio Pereira e B. Costa Cabral). 1957-61 - obras da cidade universitária (Arqº Pardal Monteiro). 1959 - lançamento do metropolitano; reorganização administrativa em 53 freguesias. 1960 - população: 802.230 habitantes. 1960-69 - construção dos edifícios da Fundação Calouste Gulbenkian (Arquitectos R. Atouguia, Pedro Cid e Alberto Pessoa). 1962 - revisão do Plano de Urbanização. 1962-70 - obras da igreja do Coração de Jesus (Arquitectos Nuno Portas, Pedro Vieira de Almeida e Nuno Teotónio Pereira). 1965 - Plano de Chelas. 1966 - inauguração da Ponte Salazar. 1967-76 - novo Plano de Urbanização (Arqº G. Meyer Heine). 1970 - população: 760.150 habitantes. 1974 - instalação do regime democrático e início do retorno de população das ex-colónias. 1980-90 - intensificação de programas de reabilitação dos edifícios e áreas urbanas. 1980-86 - projecto e implantação do complexo das Amoreiras. 1981 - população: 801.937 habitantes. 1985 - instalação dos primeiros gabinetes técnicos para a reabilitação urbana dos bairros históricos. 1988 - incêndio do Chiado seguido do Plano de Reconstrução (Arqº Siza Vieira). 1990 - lançamento do Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa (PROTAML), do Plano Estratégico e do Novo Plano Director Municipal. 1991 - população: 659.649 (dados preliminares do recenseamento). 1992 - aprovação da candidatura à Exposição Internacional de 1998 e início dos trabalhos de implantação na zona oriental; criação da Área Metropolitana de Lisboa. 1993 - Conclusão do Plano Director Municipal (Arqº Bruno Soares); aprovação da nova ponte sobre o Tejo; implementação da rede viária.

Muito antes de D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, ter dado o primeiro foral à cidade de Lisboa, em Maio de 1179, já esta cidade possuía uma vastíma história. Os ocupantes fenícios que habitavam o monte onde se encontra actualmente o Castelo de S. Jorge, chamavam a sua colónia de Alis ubbo. Aquando da ocupação romana, em 205 A.C., o seu nome passou a ser Felicitas Julia. Após a passagem dos povos nórdicos, nomeadamente dos visigodos, a permanência árabe deixou vestígios indeléveis. Desta época remonta o nome de Aschbouna, enquanto os lusitanos, habitantes originais desta zona da Península Ibérica, sempre conheceram esta povoação por Olisipone ou Olissipo, facto que a fértil imaginação dos povos prontamente associou a uma passagem do mítico herói Ulisses por estas paragens. Com toda esta vastíssima história, é perfeitamente natural que a cidade de Lisboa já possuísse um símbolo algum tempo antes da criação oficial deste. De facto, a insígnia da cidade era simplesmente uma nau, tal como em inúmeras outras cidades ribeirinhas, possuindo apenas ligeiras diferenças a nível de desenho. Assim, para além da nau, Lisboa seria representada por duas aves, um corvo e uma águia, à proa e à popa da embarcação, respectivamente. Com o tempo, este brasão transformou-se e as aves que adornavam a nau passaram a ser, simplesmente, dois corvos. A explicação correntemente aceite para tal facto reporta-se à nau que transportou os restos mortais do mártir S. Vicente, que viajou do Algarve para Lisboa numa nau, sempre acompanhada por dois corvos que a protegeram e indicaram o caminho seguro até ao destino. A partir do reinado de D. Manuel, a cidade de Lisboa passou a utilizar um escudo bi-partido, tendo do lado direito as armas reais e na parte superior esquerda a nau com os dois corvos, por cima da divisa do monarca - a esfera armilar, o escudo e a coroa real. Foi apenas em 1897 que a cidade requisitou um alvará que lhe concedesse oficialmente um brasão de armas. Mais recentemente, em 1940, uma vez ouvida a Associação de Arqueólogos Portugueses, chegou-se à representação actual do brasão de armas da cidade de Lisboa:

PRAÇA DO COMÉRCIO - CRUZ QUEBRADA Poente Marítimo A grande sala de visitas de Lisboa e uma das mais belas praças da Europa, é a Praça do Comércio, também conhecida por Terreiro do Paço (nome que deriva do opulento e desaparecido Paço Real da Ribeira). Na Praça do Comércio há que admirar a sua vastidão (quatro hectares), rodeada de arcas, o Arco Triunfal da Rua Augusta, concebido depois do terramoto de 1755 e só rematado 80 anos depois (traça rectificada de Veríssimo da Costa, escultura de Camels e Victor Bastos), a famosa Estátua Equestre de D. José (obra de Machado de Castro) e o pitoresco Cais das colunas. Sempre na direcção Poente situa-se a 100 metros o edifício dos Paços do Concelho (1874, Domingos Parente e Ressano Garcia), digno de visitar-se pela sua galeria, salão nobre e dependências recheadas de boas obras de arte. O Pelourinho (Eugénio dos Santos?) foi erguido de pois do Terramoto. Do lado do Sul o antigo Arsenal da Marinha, construção pombalina. O Cais do Sodré e Praça Duque da Terceira, esta com a sua estátua, fazem o átrio da grande Avenida 24 de Julho, dita o "Aterro", obra do ultimo quartel do século passado. Actualmente, esta zona da cvidade é, com os seus inúmeros bares e discotecas, o ponto de eleição da vida nocturna lisboeta. Do lado Sul situam-se as vastas instalações do Porto de Lisboa (docas, cais, oficinas, armazéns, gares marítimas) e que se prolonga até Belém. A Rocha do Conde de Óbidos com sua escadaria e alto Jardim, sobranceiro ao mar, conduz ao Museu Nacional de Arte Antiga (antigo Palácio Alvor), um dos mais apreciados da Europa, com um edifício novo ligado ao núcleo antigo. Admiram-se nele obras de arte de nome universal, os Painéis famosos de Nuno Gonçalves, a custódia de Belém de Gil Vicente e milhares de espécimes preciosos. Perto situa-se o Palácio dos Marqueses de Abrantes (Embaixada de França), e nesta zona o popular bairro da Lapa, aristocrático e popular também. Seguindo pela Pampulha a linha dos eléctricos entra-se no curioso bairro de Alcântara, fabril e muito populoso. Nele, a Norte, se situa o Palácio das Necessidades (Ministério dos Estrangeiros), a Tapada das Necessidades. Seguindo para Poente, tomando a Calçada da Tapada, encontra-se a bela Tapada da Ajuda, de vasta área, (antiga Tapada Real), e nela o Instituto Superior de Agronomia e o Observatório Astronómico. Passando pelo bairro do Calvário chega-se a Santo Amaro, onde se ergue a curiosa ermita deste Santo, recheada de preciosa cerâmica de azulejos. A estação os eléctricos da Companhia Carris ocupa os terrenos que foram dos Condes da Ponte, de cujo palácio há vestígios. A Junqueira corre paralela, pelo Norte, à Avenida da Índia; é uma bela Avenida natural com bons palácios (Condes da Ribeira, antigo Burnay, das Ágias, de Lázaro Leitão, etc.). Chega-se finalmente a Belém. Neste populoso bairro os monumentos e curiosidades não faltam. O Palácio Nacional de Belém, século XVIII, antigo Paço Real, sobranceiro à Praça Afonso de Albuquerque, é um escrínio de obras de arte e de sumptuosas salas, Pátio dos Bichos e jardins. Contíguo o famoso Museu Nacional dos Coches, dos melhores da Europa no género, onde se admiram preciosos exemplares dos séculos XVII e XVIII, de rara ostentação e de beleza. Tomando pela Calçada da Ajuda, no qual se situam o Jardim Colonial e o formoso Jardim Botânico, vai dar-se ao Palácio da Ajuda, antigo Paço Real (século XVIII e XIX), mole imensa de pedra, embora por acabar, e onde, em dezenas de salas, se recolhem admiráveis obras de arte e se admira rico mobiliário; nos átrios magníficas estátuas, algumas de Machado de Castro. Anexo ao edifício temos a rica Biblioteca da Ajuda (da qual foi director Alexandre Herculano), e perto, a curiosa Torre do Galo da Ajuda. Voltando abaixo, à linha dos eléctricos, encontra-se na Praça do Império o majestoso Mosteiro dos Jerónimos (século XVI), um dos mais belos espécimes da arquitectura gótico-manuelina e da renascença, com os seus pórticos admiráveis, igreja surpreende pela grandeza e finura, abóbadas de audaciosa construção, na qual se encontram os túmulos de Vasco da Gama e de Camões, com seus claustros e galerias maravilhosas, em renda de pedra e lavores delicadíssimos, capela de Alexandre Herculano, onde repousam vultos notáveis das letras, e o corpo extenso para poente (antigo convento dos frades Jerónimos). Neste monumento trabalharam os célebres Boytac, João de Castilho; Chanterene, Torralva, Jerónimo de Ruão (século XVI ). Não longe dos Jerónimos, sobre o Tejo, depara-se a jóia arquitectónica que é a Torre de Belém, um sopro artístico da epopeia dos Descobridores (século XVI), obra de Francisco de Arruda, maravilha de renda em pedraria, com suas balaustradas, salas, baldaquilhos, balcões, baluartes. Continuando para poente chega-se a Algés e Dafundo; aqui é da visitar o magnífico Aquário Vasco da Gama, museu de espécies marítimas.

PRAÇA DO COMÉRCIO - POÇO DO BISPO Oriente Marítimo O segundo itinerário nasce naturalmente na Praça do Comércio. Logo na Rua da Alfândega, à esquerda, encontra-se a Igreja da Conceição Velha que foi antes a famosa Igreja da Misericórdia (século XVI), arruinada pelo Terramoto, e da qual se escapou o Pórtico, magnífica obra de arquitectura manuelina. Na Rua dos Bacalhoeiros, que corre paralela pelo Norte, situa-se a curiosa Casa dos Bicos, parte do que foi o palácio quinhentista construído por Afonso de Albuquerque; a fachada principal ergue-se do lado posterior. Numa derivante, pode tornar-se, pela Rua da Padaria, o caminho da Igreja da Sé, que remonta a 1147, ano da Tomada de Lisboa aos Mouros. Românica de seu fundamento, foi engrandecida com o gótico puro nos séculos XIII e XIV. Admiram-se nela as naves, restauradas já no actual século, a capela de Bartolomeu Joanes, o deambulatório e capelas góticas de D. Afonso IV, o Claustro de D. Diniz, e a fronteira, torres, janelas e muralhas; é um monumento cheio de beleza austera e de documentos, tendo anexo um rico museu. Perto a Igreja de Santo António (que foi a Casa de Santo António da Câmara de Lisboa), obra de Mateus Vicente (século XVIII), cobre os destroços de um anterior templo majestoso. Voltando à linha dos eléctricos na Rua da Alfândega encontra-se, à direita, o Arco Escuro, uma das portas do histórico e pitoresco Bairro de Alfama. Este bairro é uma das grandes curiosidades da Lisboa antiga; nele avultam restos de muralhas na Judiaria, a Torre de Alfama, moura, no Largo de S. Miguel, pórticos, cunhais, restos de velhos palácios, as igrejas de S. Miguel e de Santo Estêvão, becos, betesgas, arcos, escadinhas, beiradas, miradouros e pátios. O Largo do Chafariz de Dentro é o átrio natural do Bairro, que se estende quase até a São Vicente, pelo sítio do Salvador. As Portas do Mar, o Arco de Jesus, o Arco do Rosário, este no Terreiro do Trigo, constituem curiosas portas de acesso ao Bairro de Alfama. Seguindo para Oriente encontra-se o antigo Arsenal do Exército, hoje Museu Militar ou de Artilharia, que reúne, além de magnificas espécies militares e históricas, uma boa colecção de obras de arte. O Pórtico nascente do Museu é obra do actual século (Teixeira Lopes). No trajecto para Oriente, passada Santa Apolónia, situa-se a grande mole que é o antigo Mosteiro de Santos-o-Novo, dos Comendadores de Aviz, na Cruz da Pedra, com bela Igreja e famoso claustro, obra do século XVII, construídos para as comendadeiras de Santos (Santos-o-Velho). Não longe, e sempre na linha dos eléctricos, depara-se o grandioso monumento da Igreja de Madre de Deus, uma das mais belas de Lisboa, antigo convento dos Claristas (1509), fundado pela Rainha Dona Leonor, mulher de D. João II. O pórtico primitivo sobre a rua (antiga estrada de Enxobregas), ante-coro e sub-coro, cheios de preciosos quadros e opulentos de ouro e de talha, a igreja, com seus painéis de azulejo, a sacristia - são lugares de maravilha artística, do melhor da península hispânica. Prosseguindo a jornada pelo fabril e populoso sítio de Xabregas e Beato, o Palácio-Museu da Mitra (século XVII), da Câmara de Municipal, e que pertenceu à Mitra Patriarcal, restaurado por D. Tomaz de Almeida. Nele se encontram belos quadros de arte e linda colecção de azulejos. A viagem termina naturalmente no Poço do Bispo, de onde se pode subir a Marvila e tomar o caminho de Braço de Prata e Olivais, e onde já se pode observar a evolução das obras de construção do parque para a Exposição Internacional de 1998.

BAIXA - AVENIDAS - BENFICA Norte - Noroeste No Rossio, ponto de partida para esta terceira linha de itinerário, que nos proporciona algumas derivantes, situa-se o Teatro Nacional (1846), edificação cultural concebida por Garrett, e mais tarde realizada pelo arquitecto Fortunato Lodi. É, depois de S. Carlos, o mais belo de Lisboa. Na Praça dos Restauradores situa-se o belo Palácio Foz, hoje da Câmara Municipal de Lisboa, com sua bela fachada (Fabri, XVIII), rica escadaria, amplas salas e dependências novas. Foi mandado construir pelo Marquês de Castelo Melhor. A Avenida da Liberdade, aberta em 1887, termina no Parque Eduardo VII, que data do começo do século e onde se situa a maravilhosa Estufa Fria. Da Praça do Marquês de Pombal, esta com a sua estátua (obra de Adães Bernardes, António Couto e Francisco dos Santos, continuada por Simões de Almeida Sobrinho e Leopoldo de Almeida), toma-se o caminho das grandes avenidas deste século. No Ponto da Avenida Fontes Pereira de Melo, onde a linha do eléctrico segue para Benfica, tomamos a primeira derivante deste itinerário. Em Palhavã encontra-se o palácio da Azambuja (século XVII) um dos mais lindos espécimes solarengos de Lisboa, que foi dos Condes de Sarzedas e Marqueses do Louriçal, hoje Embaixada de Espanha. É conhecido por "Palácio dos Meninos de Palhavã" (filhos naturais de D. João V que aqui residiram). Na estrada de Benfica, à direita, está o Jardim Zoológico no belo Parque das Laranjeiras, cujo palácio, no topo, que foi dos Condes de Farrobo, é hoje do Estado. O Jardim é um dos melhores encantos de Lisboa. S. Domingos de Benfica ostenta o belo Palácio dos Marqueses de Fronteira (século XVII), com mata frondosa, jardins, salões revestidos de boa cerâmica historiada de azulejos, lagos, galerias, constituindo o melhor conjunto palaciano de Lisboa. A estrada de Benfica está rodeada de quintas e bons palácios, e em S. Domingos encontra-se o túmulo de João das Regras, na igreja local. A segunda derivante deste itinerário parte da Praça Duque de Saldanha (Ventura Terra e Tomaz da Costa, 1909), e leva, pelo Nascente, à Lisboa moderna, onde se levantam edifícios culturais imponentes (Estatística, Casa da Moeda, Liceu Filipa de Lencastre, Instituto Superior Técnico). A Igreja de Nossa Senhora de Fátima, numa derivante da Avenida da República, é um belo templo moderno (Pardal Monteiro), com magnificas obras de arte sacra de escultores e pintores da geração de 30. A Praça de Touros do Campo Pequeno (1882), tem uma área de 5 mil metros quadrados, foi traçada em estilo mourisco, e é das melhores da Península. No largo Dr. Afonso Pena ergue-se o Palácio que foi dos Távoras e dos Galveias, hoje da Câmara Municipal (museu, arquivo e biblioteca), constituindo um precioso documento de arquitectura solarenga do século XVII. O Monumento da Guerra Peninsular é uma majestosa composição de grupos escultóricos (1932), obra dos irmãos Oliveira Ferreira, do Porto, e certamente o mais decorativo de Lisboa. No Campo Grande, situa-se o Palácio dos Galvões - Mexias, que é tradição ter sido construído por D. João V para a Madre Paula que se suspeita ter sido sua amante; é dos mais belos exemplares da pura arquitectura Joaquina, em Lisboa. No Lumiar, situa-se o palácio de S. Sebastião, a casa Palmela, e a Igreja Matriz, com uma nave muito interessante.

ROSSIO - GRAÇA - PRAÇA DO CHILE - OLIVAIS Noroeste - Norte Do Rossio, que é o nosso ponto de partida neste quarto itinerário, pode percorrer-se, a pé, a histórica entrada do Corredouro - Andaluz, onde há a assinalar o Coliseu dos Recreios, a contígua Sociedade de Geografia - antigo Museu Colonial - alguns palácios e conventos de Santa Marta (Hospital escolar, com magníficas colecções naturais de azulejo), e de Santa Joana. O regresso ao Rossio põe-nos logo no lago de S. Domingos, onde se situa a Igreja deste antigo mosteiro dominicano, ardido em 1755. O Templo de S. Domingos, obra de arquitectura sacra, com um altar posterior ao Terramoto, traço de Frederico Loduvice, vale por alguns pormenores. O Palácio dos Condes de Almada, hoje do Estado, e chamado da Independência, é famoso pela sua história, e por alguns factos que se prendem com o seu passado. Passa-se então ao Bairro da Moraria, castiço e pitoresco, reduzido a uma artéria principal, meia dúzia de ruas, como as do Capelão e Amendoeira, becos curiosíssimos, casas de andar de ressalto. Neste Bairro situam-se ainda a Ermida da Saúde e o edifício da Guia, com majestosa escada setecentista. Seguindo o eléctrico toma-se, por S. Tomé, o caminho do Castelo de S. Jorge. Foi tomado aos mouros por D. Afonso Henriques, em 1147 e restaurado por D. João I; é um alto miradouro esplendoroso, que domina Lisboa por todos os quadrantes do alto das suas muralhas, onze torres, quadrelas e adarves, mostrando ainda Portas históricas, como as da Traição e de Martim Moniz, e ostentando esplanadas e braços de armas, além de pormenores interessantíssimos. Perto ficam o Pátio de D. Fradique, com o Palácio Belmonte, o antigo Convento dos Loios (quartel), e o Limoeiro, que foi Paço Real e dos Infantes. Na base do Castelo, do lado Sul, fica a curiosa Igreja do Menino de Deus, e algumas casas pitorescas seiscentistas. Seguindo a linha dos eléctricos, por S. Tomé, chega-se ao sítio de S. Vicente, bairro que foi aristocrático, hoje popular, com o seu mosteiro e igreja (1147, reedificada por Filipe Terzio e, depois, Turricano e Tinoco, no começo do século XVI). S. Vicente é majestoso no seu templo de ampla nave, e nele se situa o Panteão Real da Casa de Bragança, nos claustros ricos de azulejos. O Campo de Santa Clara, com a sua Feira da Ladra às terças-feiras e sábados, tem um carácter muito próprio. Perto fica o templo antigo das "Obras de Sª Engrácia". Na Graça há que assinalar o antigo Convento e a bela igreja, e dependências (hoje quartel) onde se conservam curiosos documentos antigos, em cerâmica e arquitectura claustral. Perto fica o Miradouro do Monte de S. Gens, de amplos horizontes, e a Ermida do Monte que remonta ao século XII. A um quilómetro de distância fica o alto da Penha de França, com a sua igreja e as lendas do lagarto da Penha. Desce-se pela linha dos eléctricos desde Sapadores até à grande Avenida Almirante Reis que parte da rua do Socorro pela Rua da Palma, e vai terminar no antigo Areeiro, hoje Praça Francisco Sá Carneiro. Esta artéria deriva, a Poente, para o Bairro da Estefânia e Campo de Sant'Ana, e aqui se situa o antigo Paço da Rainha ou da Bemposta (hoje Academia do Exército), fundado no final do século XVII pela Rainha Dona Catarina de Bragança, e cuja a capela tem alto interesse artístico, pela sua fachada e pormenores artísticos. Alguns palácios esmaltam este sítio agradável de Lisboa, entre eles o Palácio Mitelo e o Palácio Pombeiro (legação de Itália). Retornando pelos Anjos à Almirante Reis - artéria do começo do século - encontram-se, sucessivamente, a Igreja dos Anjos, transferida em 1900 de outro local próximo do Regueirão, a Praça do Chile, a Alameda de D. Afonso Henriques com a sua Fonte Monumental e, enfim, a grande praça e bairro do Areeiro. Da Praça do Chile, e passando pela Praça Francisco Sá Carneiro, a Avenida do Aeroporto conduz ao terminal aéreo de Lisboa. Mas antes, da Rotunda do Relógio, parte para a direita a Av. Marechal Gomes da Costa, em direcção aos Olivais e ao rio. Será no fim desta avenida que, em 1998, se realizará a Exposição Internacional de Lisboa, dedicada aos Oceanos.

BAIXA - ESTRELA - CAMPOLIDE Norte - Noroeste - Poente Se o passeante se dispensa de subir o romântico e buliçoso Chiado, infelizmente bastante afectado pelo incêndio de 1988, pode tomar o eléctrico na Praça do Duque da Terceira, e na Rua do Alecrim admira a famosa estátua de Eça de Queiróz (Teixeira Lopes) e o exterior do Palácio Quintela-Farrobo (séculos XVIII e XIX). Na Praça de Camões o monumento ao Poeta (obra de Victor Bastos, 1867) enfrenta o Largo das Duas Igrejas, que são as de Nossa Senhora do Loreto, dos Italianos, e a da Encarnação. As ruínas do Carmo não ficam longe e podem ser visitadas com a maior comodidade utilizando-se o Elevador de Santa Justa, partindo da Rua Áurea. Foi ali o rico Convento dos Carmelitas, fundado por D. Nuno Álvares Pereira, em 1389-1423, numa bela construção gótica, com igrejas de três naves, tudo obra dos arquitectos Gonçalo, Afonso e Rodrigo Anes, com solidez e potência, mas que não logrou resistir ao terramoto de 1755. Em vão os frades o tentaram reconstruir. Ficou uma bela ruína engrinaldada, com documentos históricos, mantendo-se a ossatura da capela mor. Pelo eléctrico chega-se ao Bairro Alto, um dos mais pitorescos e populares de Lisboa, com suas casas e velhos palácios, alguns do século XVII, ruas cheias de carácter, tradições e alguns bons edifícios: Conservatório Nacional onde foi o Convento dos Caetanos, a Igreja dos Inglezinhos de S. Pedro e S. Paulo e o edifício do antigo jornal "O Século", na rua do mesmo nome. No Largo Trindade Coelho ergue-se a rica e admirável Igreja de S. Roque, ou seja o Templo da Misericórdia, e que foi antes da Companhia de Jesus (1580). É uma das riquezas sacras de Lisboa, pegado de capelas com preciosidades artísticas, entre estas a famosa capela de S. João Baptista (1749 e 1752), construída em Itália com raros materiais nobres, e que se deve à magnificência de D. João V. É o mais completo museu de arte italiana, para o qual trabalharam os melhores artistas da época, e que custou 225 mil libras esterlinas. S. Roque é uma maravilha de Lisboa só excedida pela Madre Deus. Em S. Pedro de Alcântara situa-se o Palácio Ludovice, construído pelo famoso arquitecto da Basílica de Mafra. Na Calçada do Combro, que conduz à Estrela, encontra-se a Igreja de Santa Catarina, rica de talhas e de pinturas, e que pertenceu ao antigo Convento dos Paulistas. Na Calçada da Estrela, ao alto da Avenida de D. Carlos I, ostenta-se o majestoso Palácio da Assembleia Nacional, antigo convento de S. Bento da Saúde, adaptado (1833) às Cortes da Nação, e depois transformado e enriquecido; é uma mole imensa de cantaria de linhas arquitectónicas, harmónicas e proporcionadas (Ventura Terra, Refoios e Marques da Silva). Exteriores, átrios, escadarias, galerias, hemiciclos da Câmara de Deputados e Corporativa, os "Passos Perdidos", salas e dependências, claustros e jardins fazendo um delicioso conjunto, recheado de beleza e de arte na qual perduram os nomes de grandes pintores, arquitectos e e escultores (Columbano, Veloso Salgado, Simões de Almeida Sobrinho, Leandro Braga, Teixeira Lopes, Sousa Lopes, Cristino da Silva, Martins Barata, etc.). O Largo da Estrela é uma das mais belas praças de Lisboa. Nela se ergue a majestosa Basílica do Coração de Jesus, ou da Estrela (1779- 1790), fundada pela Rainha D. Maria I e obra dos arquitectos Mateus Vicente e Reinaldo Manuel, e projecção menor do Convento de Mafra. É um monumento magnífico, construído por materiais nobres, com muitos espécimes de arte, sobretudo escultura, e sobre o qual assenta o formoso zimbório, que domina Lisboa desde o alto. O edifício conventual, que foi destinado a religiosos carmelitas, está ocupado por um hospital militar. Defronte situa-se o Jardim da Estrela, (1842), dos mais belos de Lisboa. Os eléctricos levam-nos depois a Campolide, de onde, descendo-se pela Calçada dos Mestres, se atinge o imponente Aqueduto das Águas Livres, uma obra que desafia as construções do mundo antigo.

Uma antiga tradição fala-nos de Veríssimo, Máxima e Júlia, como mártires lisbonenses na perseguição de Diocleciano (viragem do século III para o IV). O certo é que, meio século depois, encontramos a diocese presidida por Potâmio, seu primeiro bispo conhecido, que interveio nas polémicas doutrinais do Cristianismo de então (arianismo). No século V chegaram os bárbaros. Sob a monarquia visigótica, os bispos de Lisboa participaram em vários concílios, de Toledo, de Viarico no de 633 a Landerico no de 693. Como sucedeu por toda a parte, datará desta época a descentralização do culto, da cidade para os campos em redor, constituindo-se as primeiras paróquias rurais. Dos princípios do século VIII a meados do XII, Lisboa esteve sob domínio muçulmano. Não conhecemos o nome de nenhum dos seus bispos deste período, mas continuaram a existir cristãos na cidade e seu território. Aquando da tomada de Lisboa aos mouros, em 1147, existia um bispo moçárabe ( = cristão sob domínio muçulmano) em Lisboa. Depois da conquista, a diocese foi refeita, ficando por seu bispo o inglês D. Gilberto, vindo com os cruzados: Lisboa ficaria oficialmente ligada (sufragânea) à arquidiocese de Compostela até ao fim do século XIV. Construiu-se a Sé, no local onde fora a mesquita e talvez antes a Sé visigoda, sendo o único monumento românico que resta na capital. A Sé tinha o seu Cabido de cónegos que apoiavam o bispo e mantinham uma escola capitular. Nessa escola estudaria em menino Santo António de Lisboa, já na viragem para o século XIII. Além da Sé e das paróquias que rapidamente se estabeleceram, a partir talvez de antigas comunidades moçárabes, Lisboa viu levantar-se por iniciativa de D. Afonso Henriques o mosteiro de S. Vicente de Fora (por ficar fora das muralhas da altura). S. Vicente foi martirizado em Valência no século IV, e as suas relíquias foram depois muito veneradas pelos moçárabes no cabo algarvio que tem o seu nome. O nosso primeiro rei trouxe-as para Lisboa, ficando guardadas na Sé. O referido mosteiro foi um importante centro cultural e nele se formou também Santo António. Em 1289 o bispo D. Domingos Jardo fundou o colégio dos Santos Paulo, Elói e Clemente, para o ensino de cânones e teologia. Pouco depois e, com intermitências, até ao século XVI, Lisboa dispôs duma Universidade fundada por D. Dinis com o apoio do clero. A Universidade só ensinou Teologia a partir do século XV, sendo até aí ministrada nos conventos dos dominicanos e franciscanos, levantados no século XIII. Na segunda década deste século nasceu em Lisboa Pedro Julião, mais tarde papa com o nome de João XXI (1276-1277). Em 1393, Lisboa foi elevada a metrópole eclesiástica, sendo seu primeiro arcebispo D. João Anes. Ficaram-lhe sufragâneas várias dioceses portuguesas do centro e sul, a que se juntaram outras, ultramarinas, no século seguinte. No século XVI, o cardeal D. Henrique, arcebispo de Lisboa, aplicou na diocese os decretos reformadores do Concílio de Trento, devendo-se-lhe, nomeadamente a fundação do seminário diocesano de Santa Catarina em 1566. Era um estabelecimento modesto e os seus alunos frequentavam as aulas do grande colégio jesuíta de Santo Antão. Eram tempos de intensa vida religiosa, alimentada por muitas congregações religiosas e associações de piedade e caridade, ligadas a mosteiros, conventos e paróquias: a primeira Misericórdia foi fundada em 1498 numa capela do claustro da Sé de Lisboa. Desde o final do século XV não se permitiam divergências religiosas no país; mas a missão ultramarina - tão magnificamente evocada no mosteiro dos Jerónimos - pedia constantemente obreiros: entre tantos outros, Lisboa deu S. João de Brito à Índia e o Padre António Vieira ao Brasil, ambos jesuítas do século XVII. Em 1716, o papa Clemente XI elevou a capela real a basílica patriarcal, ficando a antiga diocese dividida em duas até 1740, ano em que foi reunificada. Sucederam-se até hoje dezasseis patriarcas à frente da Igreja lisbonense, de D. Tomás de Almeida a D. José Policarpo: os patriarcas de Lisboa são sempre feitos cardeais no primeiro consistório a seguir à sua nomeação para esta Sé. Depois do grande terramoto de 1755, teve de se remodelar o tecido paroquial de Lisboa, com outros templos e outras delimitações. A reorganização das paróquias da cidade, feita pelo patriarca D. Fernando de Sousa e Silva em 1780, ficou como base dos complementos ulteriores. Nesse mesmo ano, a rainha D. Maria I cedeu-lhe o antigo colégio dos jesuítas em Santarém, para aí transitando o seminário diocesano. Foi também D. Maria I quem mandou construir a basílica da Estrela em honra do Sagrado Coração de Jesus. Após grandes perturbações ligadas às invasões francesas e às lutas liberais com as respectivas sequelas, a reorganização diocesana deveu-se especialmente ao patriarca D. Guilherme Henriques de Carvalho, em meados do século XIX. Foi ele quem conseguiu reabrir o seminário diocesano de Santarém em 1853. Os seus sucessores até à terceira década do século XX tiveram de sustentar a vida católica contra grandes reptos ideológicos e institucionais, antes e depois da implantação da República. A partir de 1929, o patriarca D. Manuel Gonçalves Cerejeira consolidou a vida diocesana, fomentando as vocações sacerdotais, fundando novos seminários - Olivais (1931), Almada (1935) e Penafirme (1960) - , multiplicando paróquias e impulsionando o apostolado laical. Foi também no seu tempo que reabriu a Sé de Lisboa, depois de arquitectonicamente reintegrada. O seu sucessor, D. António Ribeiro, continuou-lhe a obra, nos termos novos exigidos pelo Concílio Vaticano II e o Portugal de antes e depois do 25 de Abril. Em 1975 criaram-se as dioceses de Setúbal e Santarém, destacadas do Patriarcado de Lisboa. Em 1984, D. António Ribeiro fundou o seminário de Caparide. Em Outubro de 1998, o patriarca D. José Policarpo transferiu os serviços diocesanos para o antigo mosteiro de S. Vicente de Fora, que já os alojara do 1834 a 1910.

  

 

 

 

 
 
 
 
 

 

 

 

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