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Alcobaça é um concelho do distrito de Leiria com uma forte tradição histórica. Nela pode-se recuar até ao período Celtibero mas foi com a ocupação romana que nasceu a povoação. Esta ocupação romana na região de Alcobaça pode ser observada, através dos vestígios encontrados, na estação arqueológica de Parreitas, situada na freguesia do Bárrio.

  Alcobaça deve o seu nome à ocupação árabe que deixou em vários locais do concelho uma toponímia própria (ex. Alfeizerão, Aljubarrota, etc. ) contudo, a sua fama deve-se sobretudo ao seu magnífico mosteiro, fundado por D. Afonso Henriques que fez grandes doações à ordem de Cister. Esta ordem religiosa de origem francesa foi uma pedra muito importante no desenvolvimento cultural, social e económico da região de Alcobaça daí que os reis da primeira dinastia fossem concedendo cada vez mais privilégios que se traduziam, na prática, à posse de um imenso território constituido por 13 coutos: Aljubarrota, Cós, Maiorga, Évora de Alcobaça, Turquel, Alvorninha, Pederneira, Cela, Alfeizerão, S. Martinho do Porto, Stª Catarina e Paredes.

Topónimo que dá o nome à cidade
Há várias opiniões sobre a sua origem ... Assim, segundo Frei João de Sousa nos " Vestígios da Língua Arábica em Portugal " ( 1789 ), diz: " Alcobaxa, vila acastelada. Significa os carneiros. Foi assim designada pelos muitos outeiros que a cercam ".
Pinho Leal, em 1873, escrevia: " O nome desta vila é incontestávelmente árabe, composto do artigo al e de cobaxa ( carneiros ), isto é al-cobaxa, os carneiros. Diz-se que lhe deram este nome em razão dos muitos outeiros que a cercam que, pela sua pequenez, têm uma tal ou qual semelhança com carneiros ".
Realmente os Árabes deixaram, é certo, nesta e noutras regiões, toponímia sua, mas tendo os romanos habitado esta região muito primeiro do que os árabes e tendo-se aqui demorado sete séculos e fundado uma povoação a que deram o nome de Helcobatiae, não se justifica cabalmente a etimologia árabe al-cobaxa.
Será por isso que Manuel Vieira Natividade no seu livro " Mosteiro de Alcobaça " ( 1885 ) , julga que a etimologia Helcobatiae, é a verdadeira e mais provável, pois argumente que, tendo havido aqui uma povoação romana muito civilizada, não era aos árabes, mas sim aos romanos, que competia o baptismo dessa povoação, já que os árabes só cá chegaram muito tempo após ter acabado o domínio romano.
Escritores alvitram derivar a palavra Alcobaça dos dois rios que a banham - o Alcoa e o Baça. Outros, porém, pensam que pelo contrário, foi a palavra Alcobaça que se dividiu para dar o nome aos rios. Afonso Dornelas é um deles e escreve por exemplo:
" Os rios Alcoa e Baça juntam-se dentro desta vila e são parte do seu nome, que, evidentemente, foi dividido para dar o nome aos rios e não o contrário como muitos dizem ".
Finalmente ainda há uma pequena minoria que diz ser a halqabats hebraica. No entanto, esta opinião não é válida para a maioria dos estudiosos do assunto.
De tudo isto parece ser necessário concluir que a palavra Alcobaça deriva de Helcobatiae, nome da antiga povoação romana, que fica a uns 4Km de Alcobaça actual, próximo de Valado dos Frades, muito anterior à chegada dos árabes, e que a cesura medieval desta palavra deu origem ao nome dos rios.
História de Cistér em Alcobaça ( Cronologia )
1153 Afonso Henriques autorga a 8 de Abril a Carta de Fundação de Alcobaça a Cister através da Abadia de Claraval.
1178 Fundação da Abadia cisterciense de Alcobaça.
1190 Exporta-se sal através do Porto da Pederneira - Vila dos Coutos, provavelmente zona de povoamento do Mosteiro.
1195 Matança dos monges cistercienses pelos muçulmanos.
1201 Data Referida em documentação mediaval para o carregamento de madeira na Fervença, em troca de géneros para os monges com liberdade de direitos.
1210 O Mosteiro dá carta de povoação a Évora de Alcobaça.
1223 Ocupação das dependências mediavais pelos monges.
1224 Notícia da existência da Igreja da vila e porto de mar da Pederneira.
1248 Instituição das paróquias de Alvorninha, Aljubarrota e Cós.
1252 Consagração da Igreja do Mosteiro.
1285 Carta da povoação Évora de Alcobaça.
1286 Carta da povoação de Cós.
1294 D. Dinis autoriza o Mosteiro a exportar sal e vinho nos seus próprios barcos a partir do porto da Pederneira.
1296 Demarcação das Igrejas dos Coutos.
1303 A Abadia concede carta de povoação à Maiorga. Secagem de pantanos fora da zona dos Coutos.
1308 Início do novo claustro mediaval de Alcobaça.
1311 Conclusão do claustro do Silêncio.
1314 A Abadia concede carta de povoação a Turquel.
1315 Documentação atestando a chegad do mar à região do Valado.
1324 A Abadia concede carta de povoação à Cela.
1341 A Abadia autorga carta de povoação à Maiorga.
1342 Carta de povoação a Alfeizerão.
1348 Morrem de peste 150 monges de Alcobaça.
1356 Um sismo provoca a derrocada do castelo de Alcobaça.  Doações ao Mosteiro de Alcobaça. Construção dos túmulos de D. Pedro e D. Inês.
1366 D. Pedro isenta os colonos dos Coutos de pagarem jugada.

Em meados do séc. XIV a meados do séc. XV processa-se o século de oiro da Abadia. Neste período o dom abade de Alcobaça recebe os títulos de Senhor Abade do Real Mosteiro de Alcobaça da Ordem de Cister, Conselheiro de Sua Majestade, Grande Amanuense, e Guardião das Fronteiras. Donatário da coroa e Senhor das Terras e Vilas dos Coutos.

1383/85 Lei isentando os colonos dos Coutos do Mosteiro de tomarem parte na guerra com Castela.
  Dom João Dornelas é abade de Alcobaça.
  Período de queixas ao rei devido a prepotências do Abade de Alcobaça que interferia na vida das vilas dos Coutos.
  Lei isentando os pescadores-colonos dos Coutos de tomarem parte na empresa de Ceuta.
1422 A Abadia concede carta de povoação a Alfeizerão.
1454 Celebração de um contrato entre o Mosteiro e a vila da Maiorga, em que esta suportará as despesas com valas e rios.
1467 Novo contrato entre o Mosteiro e a vila da Miorga.
1468 Reconstrução do Castelo de Alfeizerão.
1475 Fim do abaciato regular.
  Instituição dos Abades Comendatários.
  Encerramento do noviciado. Inicio da decadência da Abadia.
1495 S. Martinho do Porto recebe carta de povoação.
1506 D. Jorge de Mello solicita a D. Manuel a transferência do direito de Couto para a vila de S. Bernardo (hoje Vestiaria).
1519 D. Afonso, irmão de D. João III é abade comendatário.
1528 Cai a abóbada do claustro de D. Dinis após um abalo de terra.
1531 Instituição dos abatrienais.
  Demolição da fachada principal da Igreja.
1532 O abade de Claraval é impedido de visitar Alcobaça
1533 Documento atestando a existência de oito moradores apenas na vila de Paredes um dos mais antigos portos do mar do reino.
  Cardeal D. Henrique é abade de Alcobaça.
1567 Pio V institui a Congregação Independente de Alcobaça em 26 de Outubro
  D. Jorge d'Almeida é abade de Alcobaça
  1º Abade Trienal da Bongregação Autónoma. Jorge de Ataíde é comendatário.
1597 Frei Bernardo de Brito cronista da Ordem em Portugal.
1606 Concessão de Aforamento pelo Mosteiro das terras alagadas dos termos de Alcobaça, Pederneira e Cela.
1632 É concluída a fachada norte do dormitório do Mosteiro.
1640 Acabam os Abades Comendatários. São restituídos os direitos aos Abades regulares.
1649 Obras de alteração no interior da ala norte da fachada do Mosteiro.
1670 Construção do relicário da Sacristia manuelina do Mosteiro.
1672 Extinsão do Direito de Couto.
  Grande actividade dos monges bairristas.
1702 Inicia-se a construção da actual fachada da igreja do Mosteiro.
  A livraria do Mosteiro passa para o dormitório mediaval que sofre grandes transformações.
  É construída uma pequena capela no claustro de D. Dinis na galeria de leitura.
1709 Frei Manuel dos Santos é eleito cronista geral da Ordem.
1725 É concluida a actual fachada da igreja do Mosteiro. (23 anos após o seu início)
  Grandes ampliações das instalações do Mosteiro do lado nascente.
  Provável construção da cozinha no local do antigo calafetório, as colunas metálicas que sustentam a chaminé central assinalam as primeiras aplicações do metal na construção civil.
1752 Revestimento de azulejo da cozinha mediaval.
1755 Construção do edifício da livraria e cartório do Mosteiro de Alcobaça.
  Construção da ala sul da fachada principal do Mosteiro.
  Cai a sacristia manuelina.
  Construção dos Lagares da serra dos Candeeiros.
  Construção da capela do Senhor dos Passos.
1811 Saque das tropas francesas do conde d'Erlon. Destruição dos túmulos de D.ª Inês e D. Pedro.
  Incêndio do coro manuelino.
1827 Publicação da História Chronológica e Crítica da Real Abadia de Alcobaça de Fortunato de S. Boaventura.
1833 Pilhagem do Mosteiro pelo povo.
1834 Extinção das Ordens Religiosas.
   
  Nota: A denominada antigamente "Região dos Coutos" é actualmente todo o Concelho de Alcobaça. http://www.alcobaca.com/

 

 

 

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