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DR. VITOR M. L. PEREIRA NEVES
 

A RAZÃO PELA QUAL DOM AFONSO HENRIQUES, COM SEU FILHO, CHEGAM A VILA DE TOURO E A SORTELHA, QUE AS ENTREGAM À GUARDA DOS TEMPLÁRIOS

Há coisas onde não devemos mexer, sobretudo quando não são nossas. Por isso, eu prefiro, também neste caso, a reprodução deste texto e não a sua transcrição para português vernáculo, porque entendo, que lhe retiraria a força da autencidade. E sobretudo, quando o escritor e o copista, escreveram claro e bem.

Repare, nesta preciosa descrição, que nos dá exactamente a imagem, do que se passou.

Os pais só querem o bem dos filhos. D. Afonso Henriques não quis guerras, quis simplesmente fazer valer os seus direitos de herdeiro de seu pai.

O Conde D. Henrique, sentindo-se mal, em Astorga, com uma dor que lhe deu e havia de lhe ser fatal, recomendou bem ao filho, que chamou diante de si: -"Toda a Terra que eu deixo, que vai de Astorga, até Leon e até Coimbra, não percas dela nenhutna coisa, porque tornei-a com muito trabalho. .:"

Preste atenção à crónica: Conta a estoria em este lugar que a linhagem dos Reis de Purtugal1 veem per esta guisa: E1-Rey Dom Affomso tomou Tolledo aos mouros e casou hua sua ffilha que avia nome dona Tareija (...) com huum conde que auya nome dom Anrrique, este cassamento fez El-Rey por duas cousas a

primeira por que este conde era muy ffidalgo e de grande ssa sangue E era primo con irmão do conde dom Regmom de Tollosa E ueerom com elle de sua terra pelo honrrar em seu casamento / por fazer Romaria a Santiago E a outra por que era o milhor homem darmas per seu corpo que sse po- dia ssaber / a este conde deu El-Rey com ssua ffilha parte de Galiza com o que era gaanhado de Portugall e deulhe çerta terra por ssua conquista com certas condições ssegundo nollo da a estoria ha Ja deuisado E este conde ouue mujtas batalhas com os mouros e com os leoneses e senpre os vençeo e(...) tomoulhes mujta terra E ouue huum ffilho de dona Tareija que ouue nome dom Mfomso Anrriquiz e hua ffilha que ouue nome Tareija Anrriquiz estando elle em Estorga que era ssua enffermou de door de que morreo E a este tenpo tijnha elle aprezada a çidade de Leom que sse a quatro meses lhe nom acorresse o enperador que ffosse E ante que morresse chamou antessy aquelle sseu (sic) filho Afomso Anrriquiz e disselhe filho toma esJforço no meu coraçom - toda terra que eu leixo que he dEstorga ataa Leom E ataa Cojnbra nom percas della nenhua cousa ca eu a tomey com mujto trabalho. Ffilho toma esfforço no meu coraçom E ssey ssemelhauel a myn E ssey companheiro aos ffidalgos e dá todos seus diretos aos conçelhos ffazelhe honrra e ffaze de guisa que todos aJam direto assy os grandes como os pequenos E por Rogo nem por cobijça nom leixes de ffazer Justiça E porem meu ffilho ssenpre em teu coraçom ama Justiça ca o dia que a leixares de ffazer huum palmo logo o outro dia ella sse affastara de ty hua braça e porem meu ffilho ama a Justiça E aueras a beençam de Deus E a graça e a benquerença das gentes e nom conssentas aos teus homeens seer ssoberuosos e atreuudos em mall ffazer nem ffaça fforça a nenhuum ca perderas teu boo preço sse taaes cousas nom castigares E manda logo chamar os dEstorga e ffazerteey que te façam menagem e logo que eu morreu vay comjgo ffora da ujlla e logo te torna E nom ha  perderas ca daquj pederas conqujstar todo o all e mandame \ ssoterrar em Bragaa que eu poborey / E despois que ouue castigado o ffilho destas cousas E ou as mu que aquy norn dizemos morreo E logo que ffoy morto guisou o ffilho como o ffossem ssoterrar a Bragaa E desque todo foy guisado preguntou Dom Affomso e Arrinquiz aos seus sse hiria ao enterramento de seu padre ou nom e elles lhe disserom que ffosse com seu padre ca toda a terra nom auja que temer E em quanto allo ffoy perdeo toda a terra de Leom que o conde tijnha por sua mais norn lhe poderom tomar Galliza E despois <lhe> esto ffezerom mandou desaffiar o enperador  E entom sse foy elle para Purtugall. ca sua madre casarasse  com Dom Uermumy Perez Traua mais despois lha tomou conde Dom Ffernando seu irmaão e casou com ella E casou Dom Uermumy Perez com hua ssua ffilha e dq conde Dom Anrrique que auja nome Tareija Anrriquiz E por este pecado ffoy despois fecto huum moesteiro que chamam Sobrado/ O conde Dom Fernando era aquella ssazom o mjlhor homem dEspanha que Rey nom ffosse E por esta Razom alçousse toda a terra a Dom Afomso Anrriquiz com sua madre. E elle quando esto vio forçou dous castollos huum Nenha E outro castello da Ffeira. E danbos estes castellos fazia elle guerra mortall a seu padrasto entanto que ouuerom a ffazer treegoas que podessem ffallar. E a esta ssazom era Dom Affomso chamado Ja Prinçipe. E quando fallarom disse o conde prinçipe nom andemos em esto vaamos huum dia a batalha ca ou nos ssairemos de Purtugall ou uos E o principe Respondeo çerto conde bem deuja Deus de veer tall cousa que me uos queredes deytar da terra de meu padre que elle gaanhou aos mouros. E ssua <madre> lhe disse mjnha he a terra ca meu padre El-Rey Dom Affomso ma leixou. E o conde lhe disse nom nos fez mester de pallauras ca ou leixaremos a terra a uosso filho sse mais poder que uos e hir nos emos em Galliza ou ,de todo ficaremos em Purtugall. E logo aprezarom a batalha que ffosse em Guimarães em logar que dizem Sam Rredanhas. E quando foy o dia do prazado forom aJUntados em batalha. E quando ouuerom dentrar em ella disse a Rainha conde com uosco quero hir naaz E aueredes que ffazer por meu amor. E ffoy fecta a batalha. E o principe foy arancado do cmpo e hindo fogindo a hua legoa de Guimaraães encontrou com Dom Egas Munjz que I vijnha em sua aJuda com elle E quando o vio assy vijr disselhe que he esto Senhor como vijndes assy E elle disselhe venho muy mal treito ca me aRancou do canpo meu padrasto E mjnha madre que vijnha com elle naaz E entom lhe disse Dom Egas Munjz Recolhede toda a gente que vem fugindo E tornemos a batalha e prendamos uosso padrasto e uossa madre. / E entom tornarom a batalha e vençeromna E prenderom o conde e sua madre E o conde cujdou logo de seer morto E fezelhe preyto e menagem que nunca entrasse em Purtugall e elle ssoltou e ffoy pera sua terra E nunca mais entou em Purgall E o prinçipe prendeo sua madre e metea em fferros E ella quando quando sse vyo presa disse assy meu filho Dom Affom prendesteme em fferros e exerdasteme da honrra que me meu padre leixou E quytasteme do meu marido E eu Rogo a Deus que aJnda uos sseiades preso como eu soom E por que metestes ferros em mjnhas pernas fferros quebrantem as uosas E esto sse cnprio despois segundo uos a estoria deujsara em seu logar. / Mais ella mandouse desto querellar ao emperador seu ~obrinho e mandouho Rogar que a tirasse de prisom E que ouuesse todo Portugall. / E os portugueses teuerom todos com o prinçipe e como ssouberom que sse o enperador guisaua por / vijnr em Purtugall fforonsse todos muym bem guisados a huum lugar que chamam Uall deUez E atenderom hi. E o enperador vijnha com muym grande poder dAragam e de Castella e de Leom e de Galliza E quando chegou ally o prinçipe pos lhe a batalha E ffoy uençudo o enperador E fugio da batalha em çima de huum cauallo branco com duas lançadas em a perna deestra E o prinçipe mautoulhe mujta gente E prendeolhe. bij. condes E muytos caualleiros e despois que vençeo a batalha conquistou todallas ffortallezas de Purtugall assy como sse fossem de mouros e leuou com ssigo sua madre presa E acabado pouco tenpo estando o enperador em Tolledo doendosse do mall E desonrra que Reçebera do prinçipe E teendo que toda a Espanha lhe auja de conheçer Senhorio ffalou com todos seus Ricos homeens em grande ssegredo como queria vijnr ssobre o prinçipe. / aJuntou grandes conpanhas E ffosse a Galiza nom dando a entender o que queria fazer E entrou em Portugall asy de sospeita que çercou o prinçipe em Guimaraães E a ujlla nom estava bastiçida como conpria em tall guisa que apoucos dias a tomara o enperador (sic) se hi esteuera. / Mais huum seu amo do prinçipe que auja nome Egas Monjz quando o ujo em tall perijgoo ouue grande temor de sseer ally preso. E andando o enperador huum dia em Redor da villa catando a lagar mais fraco por onde o podesse tomar dom Egas Muniz caualgou em çima de seu cauallo E sayo pella porta da ujlla sao ssem ssabendo nenhuum o que elle queria fazer E ffoisse pera o enperador e elle quando o vyo vijr foyo Reçeber E dom Egas Monjz beyJoulhe a maão E o emperador lhe disse a que era vijndo E dom Egas Monjz como Era bem ffallante e grande ssabedor de guerra disselhe que lhe queria ffallar cousas de seu serujço E despois que se apartarom a ffallar disselhe dom Egas Monjz senhor aque veeste aqui e elle di disse (sic) que por tomar seu ssobrinho por que lhe nom conheçia Senhorio E entom dom Egas Monjz lhe disse Senhor uos nom ffezestes cordura de vijr aco ca se uos alguem disse que ligeiramente poderiades tomar esta ujlla nom uos disse uerdade que çerto sseede que ella esta açallmada do que ha mester pera dez anos e bem ssabedes uos que iaz hi o prinçipe vosso primo que he muy boom fidalgo com mujtas conpanhas e muym bem guisadas pera guerra pella quall Razom nom poderedes ffazer o que queredes e em estando aquy poderedes Reçeber dampno dos mouros em vossa terra E quanto por o fecto da Raynha sua madre nom o deuedes de culpar ca elle ffez o que deuja ca ella o quisera matar e enxc;lrdar da terra que sseu padre gaanhou aos mouros e que El-Rey dom Affom vosso auoo e seu lhe leixou / mais quanto he do que dizedes que he Rezam de uos conhecer senhorio e hir a uossas cortes e eu assy o tenho que bem mais uos o nom deudes de culpar ca os seus mesteres forom tantos que nom pode all ffazer. / Mais sse o uos qujserdes ssegurar E alçaruos daquy e hir uos pera uossa terra Eu uos farey que huum dia quall uos quiserdes que uaa a uossas cortes onde uos diujsardes E desto uos ffarey menagem. / Estas pallauras e outras mujtas lhe disse dom Egas Monjz pollo ffazer alleuantar de ssobre a ujlla. / E o enperador lhe disse dom Egas quero creer uosso consselho com esta condiçom que uos me ffaçades menagem que o ffacades hir a mjnhas cortes a Tolledo e que ffaça conheçimento quall deue E entom Egas Munjz lhe ffez menagem assy como lhe o enperador demandou e elle ssegurou o prinçipe e toda sua terra E pormeteo que logo em outro dia se partisse de sobre a ujlla E logo que ouuerom fecto seu ffallamento e ffirmado sseu preito tornousse dom Egas Monyz pera a villa E o enperador pera ssuas tendas E desto que elles asy fallarom à parte, soiberam muy poucos".

Obs. Este texto. apesar de ter muitos erros, para além de interessante, tem interesse para quem goste de conhecer as origens da nossa Língua. Pertence ao Códice n.o 99 da E. M. E

 
 

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